O Williams FW12 foi o carro usado pela equipe britânica Williams na temporada de 1988 de Fórmula 1, marcando o primeiro projeto da equipe com motor aspirado desde o FW08C, após dois anos de domínio com os turbo Honda do FW11 e FW11B. A ruptura entre Williams e Honda, motivada por desentendimentos sobre a hierarquia dos pilotos e a recusa da equipe em substituir Nigel Mansell, levou a montadora japonesa a encerrar o contrato, obrigando a equipe a correr em 1988 com o motor Judd CV, um V8 de 3,496 cc a 76 graus, naturalmente aspirado.
O FW12 apresentava um monocoque de fibra de carbono e colmeia, além da suspensão ativa da equipe, a Reactive Ride, que deu problemas e foi trocada por uma convencional a partir do GP da Grã-Bretanha. Os pilotos que conduziram o carro na temporada de 1988 foram Nigel Mansell, Riccardo Patrese, Martin Brundle e Jean-Louis Schlesser, mas o ano ficou longe dos resultados obtidos nas temporadas anteriores.
Uma versão atualizada, o FW12C, equipada com o motor Renault RS1 V10, foi usada em parte da temporada de 1989, com Thierry Boutsen e Patrese ao volante, incluindo a vitória no GP do Canadá daquele ano.
Com a Reactive Ride e a desvantagem de potência diante dos turbos, a equipe marcou só um ponto até o meio do ano (6º lugar de Patrese em Mônaco). Mansell perdeu os GPs da Bélgica e da Itália por catapora e foi substituído por Martin Brundle e por Jean-Louis Schlesser. A Williams terminou 1988 em 7º lugar entre os construtores, com 20 pontos.
Momentos marcantes
- Foi o primeiro carro da Williams com motor aspirado desde o FW08/FW08C.
- Usou o motor Judd CV V8 de 3.496 cc a 76 graus em 1988.
- A Honda rompeu o contrato com a Williams após desentendimentos sobre hierarquia de pilotos.
- Começou 1988 com a suspensão ativa Reactive Ride, abandonada no meio do ano.
- Pilotado por Nigel Mansell, Riccardo Patrese, Martin Brundle e Jean-Louis Schlesser em 1988.
- Sua versão evoluída, o FW12C, usou motor Renault e venceu o GP do Canadá de 1989.







