A Red Bull iniciou em 2026 seu primeiro programa próprio de motores de Fórmula 1, em parceria com a Ford, e a avaliação interna sobre o projeto é moderada. Segundo o diretor técnico Pierre Wache, a unidade de potência ainda está longe de atingir todo o seu potencial.

Questionado pelo RacingNews365 sobre como avaliaria o desenvolvimento do motor em uma escala de um a dez, Wache respondeu que daria nota quatro ou cinco. Ele afirmou que o potencial de evolução é enorme.

O dado chama atenção porque, de acordo com a avaliação ADUO da FIA sobre a unidade — batizada de DM01 —, o motor de combustão interna da Red Bull já é o mais potente entre todos os fabricantes do grid atual. Ou seja, mesmo considerado incompleto pela própria equipe, o propulsor supera os rivais em geração de potência.

Primeira experiência com motor interno

Durante duas décadas, entre 2005 e 2025, a Red Bull sempre dependeu de fornecedores externos de motores, como Cosworth, Ferrari, Renault e Honda. A partir desta temporada, a equipe passou a produzir sua própria unidade de potência, fabricada pela Red Bull Powertrains em Milton Keynes, sob comando de Ben Hodgkinson, enquanto Wache segue responsável pelo chassi RB22.

Para o diretor técnico, ter motor e chassi desenvolvidos internamente deve trazer mais liberdade técnica no futuro, embora isso não torne o processo mais simples no presente. Wache destacou que a equipe ainda não explorou toda a capacidade e as possibilidades que esse modelo de trabalho oferece.

Integração entre áreas ainda é desafio

Wache reconheceu que unir os departamentos de motor e chassi sob o mesmo teto não tem sido tão fácil quanto parece. Segundo ele, as equipes têm culturas de trabalho diferentes, especialmente por causa dos prazos: o desenvolvimento de um motor é muito mais longo que o de um chassi, o que exige adaptação mútua.

Ao final das reflexões, Wache afirmou: “É preciso fazer mais, e também nos sentimos mais responsáveis pelo que podemos alcançar”, resumindo o momento de transição da equipe entre ser cliente e se tornar fabricante.

A avaliação sugere que a Red Bull ainda está consolidando seus próprios processos internos de desenvolvimento, mesmo já apresentando um motor competitivo logo na primeira temporada do projeto.

Fontes: Motorsport.com Brasil