Max Verstappen, que construiu toda a sua trajetória na Fórmula 1 na Red Bull desde 2016, já pensa em quem poderá dar continuidade ao trabalho da equipe austríaca quando ele decidir parar de competir. Mesmo com vínculo assinado até 2030, o holandês de 29 anos apontou o companheiro Isack Hadjar como um possível herdeiro de sua posição de liderança no time.

Em entrevista ao Canal+, o tetracampeão mundial destacou a trajetória do francês dentro do programa de jovens pilotos da Red Bull, lembrando que Hadjar acompanhava corridas de perto antes mesmo de estrear na categoria, observando e aprendendo com a estrutura da equipe.

Processo natural de renovação

Verstappen admitiu sentir o peso do tempo ao notar que agora divide a garagem com um piloto mais jovem, mas tratou isso como parte natural da forma como a Red Bull sempre operou: buscar continuamente novos talentos para substituir os pilotos mais experientes. Para ele, essa cultura deve se manter por muito tempo dentro da equipe.

Hadjar, de 22 anos, está em sua segunda temporada como titular na F1 e vive o primeiro ano como piloto da equipe principal da Red Bull. Ele ocupa atualmente a oitava posição no campeonato de pilotos, com 97 pontos, distante 124 pontos de Verstappen, que é o quarto colocado. O francês ficou de fora dos GPs da Holanda, da Itália e da Espanha nesta temporada por causa de uma lesão no punho.

Questionado diretamente se via no companheiro um substituto para seu posto na equipe, Verstappen foi direto: “É o que espero. Não vou correr aqui para sempre”, disse, acrescentando que a diferença de idade entre os dois pode ajudar Hadjar a seguir por mais tempo na Red Bull depois de sua saída.

O piloto holandês também elogiou o desempenho do companheiro de equipe nesta fase inicial de parceria, avaliando que, apesar de ainda estar no começo de sua trajetória ao lado dele, Hadjar vem correspondendo bem às expectativas.

Fontes: Motorsport.com Brasil