Toto Wolff comandou a Mercedes na Fórmula 1 desde 2013, período marcado por uma fase de domínio da equipe de Brackley. Agora, o austríaco começa a desenhar publicamente os contornos de sua futura saída do muro de boxes.

Em participação no podcast Cheeky Pint, Wolff detalhou como enxerga o processo de sucessão à frente da equipe. Segundo ele, a prioridade não é deixar um legado pessoal, mas garantir que a estrutura da Mercedes consiga funcionar sem a sua presença direta no futuro.

Função dividida entre candidatos internos

Como acumula os cargos de chefe de equipe e CEO da divisão de esporte a motor da Mercedes, Wolff reconhece que sua substituição dificilmente caberá a uma única pessoa. A rotina inclui desde supervisão técnica até negociações comerciais e gestão de pilotos.

Por isso, afirmou que já avalia nomes internos para dividir essas responsabilidades. “Acredito que o meu trabalho será dividido entre duas ou três pessoas que estou avaliando neste momento”, disse Wolff, destacando que esses profissionais já vêm se destacando em suas respectivas áreas.

O material cita um precedente dentro da própria equipe: no fim de 2023, Wolff ficou ausente dos GPs do Japão e do Catar por causa de uma cirurgia no joelho. Na ocasião, as funções operacionais na pista ficaram temporariamente a cargo do então diretor de comunicação Bradley Lord, hoje chefe de equipe adjunto, e de Jerome d’Ambrosio, à época responsável pelo programa de jovens pilotos da Mercedes e atualmente na Ferrari.

Participação acionária complica saída definitiva

Wolff detém 33% de participação na equipe de Fórmula 1, ao lado da INEOS e da Mercedes-Benz. Essa fatia torna improvável um afastamento total do paddock quando ele deixar o cargo de chefe de equipe.

Ele próprio reconhece que uma ruptura completa não seria viável enquanto permanecer como proprietário, cogitando algum papel futuro como presidente executivo ou não executivo. No entanto, insiste que esse formato precisaria ser definido com cuidado, para que não se transforme em interferência constante no dia a dia da equipe.

Wolff também deixou claro que não pretende se tornar o tipo de ex-dirigente que critica decisões de fora ou se comunica diretamente com os pilotos sem necessidade, prometendo manter distância das operações cotidianas assim que a transição for concluída.

Fontes: Motorsport.com Brasil