A FIA oficializou nesta terça-feira a abertura de seu novo Centro de Operações Remotas (ROC, na sigla em inglês) em Biggin Hill, no Reino Unido. A instalação representa um investimento multimilionário da entidade e foi erguida dentro do complexo que a Fórmula 1 mantém na região, fruto de uma parceria direta entre a federação e a categoria.

O novo centro vai prestar suporte contínuo à Direção de Prova e aos comissários esportivos durante os fins de semana de corrida da Fórmula 1, da Fórmula 2 e da Fórmula 3. A proposta é ganhar velocidade, precisão e consistência nas decisões tomadas ao longo dos eventos.

Como funciona o centro

Durante os finais de semana de GP, os analistas do ROC processam dados vindos de mais de 140 câmeras e feeds de áudio, além de informações de telemetria e das comunicações por rádio entre equipes e pilotos. O trabalho serve como apoio à Direção de Prova na identificação de possíveis infrações, como largadas antecipadas, posicionamento incorreto no grid, violações dos limites de pista, infrações no pit lane e o cumprimento de penalidades de stop-and-go.

Tecnologias de reconhecimento de imagem, visão computacional e marcação automática de mensagens de rádio, assistidas por inteligência artificial, ajudam a sinalizar possíveis incidentes para revisão. O centro também participa das análises feitas após as corridas, que auxiliam no aprimoramento de regras e na formação de novos profissionais de Direção de Prova.

O ROC é um dos quatro pilares das operações de corrida da FIA, ao lado da própria Direção de Prova, da área de Sistemas Operacionais e dos comissários. A instalação está plenamente operacional desde o GP da Holanda de 2026 e pode contar com até 16 funcionários trabalhando durante os fins de semana de corrida.

Formação de novos oficiais

Além da estrutura tecnológica, o centro também dá suporte ao Programa de Alta Performance para Oficiais da FIA, iniciativa que desde 2023 oferece treinamento personalizado a comissários e diretores de prova de diferentes países, com o objetivo de criar um caminho até o nível do Campeonato Mundial.

A cerimônia de inauguração contou com a presença do presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, do presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, do diretor de monoplace da FIA, Nikolas Tombazis, do diretor esportivo da FIA, Tim Malyon, e do líder da equipe do ROC, Steve Porter, entre outros membros da operação.

Em declaração, Ben Sulayem afirmou à FIA que, “juntos, estamos investindo em um futuro mais forte, seguro e justo para o automobilismo”. Já Domenicali destacou que a nova estrutura mostra o que é possível alcançar quando a Fórmula 1 e a FIA trabalham de forma próxima, com o objetivo comum de elevar os padrões do esporte.

Fontes: FIA