A Fórmula 1 confirmou um acordo de dez anos para realizar o GP da África em Ruanda, com estreia prevista para o início da próxima década. O anúncio marca o retorno da categoria ao continente africano, que não recebe uma corrida do campeonato desde 1993, quando Kyalami sediou o GP da África do Sul.

A nova prova, batizada de GP da África, apresentado pela Visit Rwanda, será disputada em um autódromo construído especialmente para o evento, em Bugesera, na província Leste do país, cerca de 40 km ao sul da capital Kigali e ao lado do novo Aeroporto Internacional de Kigali.

Projeto liderado pelo governo de Ruanda

A construção da pista integra um plano mais amplo de infraestrutura, turismo e desenvolvimento comercial conduzido pelo Rwanda Development Board. Além dos finais de semana de corrida, o espaço deve funcionar como polo permanente para eventos esportivos internacionais e conferências.

Segundo a F1, o continente já reúne mais de 100 milhões de fãs da categoria, com quase 60% do público em mercados-chave da África Subsaariana com menos de 35 anos.

O presidente da F1, Stefano Domenicali, classificou o acordo como um marco histórico para o esporte. O presidente de Ruanda, Paul Kagame, também participou do anúncio e destacou o significado da parceria para o continente. “Hoje pertence à África”, disse Kagame, durante o evento de apresentação.

Traçado explora relevo natural do país

O projeto do circuito está a cargo da WurzDesign, comandada pelo ex-piloto de F1 Alex Wurz, em parceria com a Tilke Engineers and Architects, liderada por Carsten Tilke. A dupla já responde por outros traçados do calendário mundial.

De acordo com as informações divulgadas, a pista terá cerca de 6 km de extensão, sentido anti-horário, 17 curvas e 197 metros de variação de altitude ao longo da volta, aproveitando a topografia montanhosa que rendeu a Ruanda o apelido de “terra das mil colinas”. O projeto também prevê curvas com cambagem e trechos em banking.

Antes do anúncio oficial, pilotos como Lewis Hamilton, Max Verstappen e George Russell já haviam manifestado publicamente o desejo de ver a F1 correr na África, destacando que o continente era o único habitado ainda fora do calendário.

Detalhes sobre a data exata da estreia, as etapas de construção do autódromo e o formato do final de semana de corrida ainda não foram divulgados pela organização.

Fontes: Formula1.com · Autosport